Compras de final de ano


comprasdenatalO período entre o final e o começo de um ano é época de gastos com compras, viagens e impostos. Para passar por este período sem dores de cabeça, a melhor saída e começar a se planejar alguns meses antes. É sempre bom ter algum dinheiro poupado (além do 13º salário) para evitar o uso do cartão de crédito nas compras de natal, e também para os gastos fixos do começo do ano, tais como IPTU, IPVA, taxa de matrícula, compra de material escolar, entre outros.

Com relação ao 13º, especialistas sugerem dividi-lo em duas partes: a primeira, para pagar dívidas ou aplicar na poupança e a segunda para os gastos de fim de ano. 

De acordo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pelo Conselho Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), quase 60% das famílias brasileiras possuíam dívidas , sendo que um terço delas possuíam dívidas em atraso. Este é um índice bastante alto, e que pode ser evitado seguindo algumas lições básicas: atenção com as letrinhas pequenas, que em geral escondem informações importantes, usar preferencialmente o dinheiro durante as compras, pesquisar preços e pechinchar.

Este mesmo estudo indica que cartão de crédito, carnê de lojas e empréstimos pessoais são os grandes responsáveis pelo atraso de pagamentos superior a 90 dias – a chamada inadimplência do consumidor. Portanto, cuidado com as compras por impulso e com o crédito fácil! Além desses, o cheque especial e o parcelamento de compras também podem ser uma armadilha. Este último item só é indicado para pessoas que têm o dinheiro para comprar à vista, mas preferem parcelar para organizar melhor as despesas mensais.

Outro problema comum se relaciona com as promoções no fim do ano. Além do endividamento, é importante conhecer alguns direitos do consumidor. Lojas cheias, preços convidativos, tudo conspira para que o consumidor esteja menos atento a pequenos defeitos nos produtos. Nestes casos, o Código de Defesa do Consumidor determina que o consumidor tenha 30 dias para reclamar defeitos em bens não-duráveis (alimentos, produtos de limpeza, cosméticos, roupas, etc.), e 90 dias para os duráveis (eletrodomésticos, automóveis, eletrônicos, móveis, etc.). O fornecedor é responsável pela troca de produtos defeituosos. Caso o problema não seja resolvido em no máximo 30 dias, o consumidor pode optar por uma das seguintes soluções: a troca do produto; o estorno do pagamento; ou um desconto no preço proporcional ao defeito.

A troca de mercadorias em outras circunstâncias, inclusive quando o consumidor está ciente de que o produto contém defeitos, é decisão do comerciante: lembre-se de confirmar, no ato da compra, a possibilidade de troca com o vendedor. Além disso, os fornecedores de mercadorias lacradas devem manter uma amostra dos produtos aberta, para que o consumidor saiba o que está levando para casa.

O acesso a informações sobre encargos financeiros, outras taxas e garantia do produto é direito do consumidor, e devem ser expressas de maneira correta, clara, concisa e ostensiva pelo vendedor. Por isso, é importante calma e bom senso durante as compras: não deixar para a última hora também é uma boa maneira de evitar desatenções e excessos e garantir um atendimento melhor, tirando todas as dúvidas sobre o produto que está levando sem o tumulto tão característico das lojas no fim do ano.

Todos os estabelecimentos comerciais são obrigados a manter uma cópia do código de defesa do consumidor para consulta dos clientes. Há também uma versão online, disponível no site do Planalto. Não esqueça de solicitar a nota fiscal, a fim de provar a transação no momento da troca e revindicar os seus direitos sempre que necessário.

Boas compras!

 

O textos da seção Educação Financeira são uma iniciativa do grupo Nossa Saúde Financeira
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