O Bullying e o Comportamento Agressivo
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bullingBullying é um termo em inglês que se refere ao comportamento agressivo que geralmente ocorre na vida estudantil. Ele é caracterizado por envolver uma série de ofensas que incluem xingamentos, apelidos, agressões físicas e fofocas. Ou seja, é um comportamento intencionalmente agressivo que ocorre repetidamente em relações marcadas pelas peculiaridades de cada indivíduo e dos grupos a que estes pertencem.  O bullying é distinto da agressão momentânea por ser caracterizado pela recorrência. De qualquer forma, ambas as formas de ofensa são violentas e devem ser prevenidas e erradicadas. Em casos extremos o bullying pode levar ao suicído, à agressividade, depressão e grande mal-estar coletivo.
O estudante tem o direito de se sentir seguro e acolhido no ambiente escolar, assim como os profissionais da educação tem o dever de assegurar a integridade moral e física dos alunos. Sendo parte essencial da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a educação, o desenvolvimento intelectual e emocional não podem em hipótese alguma ser prejudicados por relações sociais hostis. O bullying também vai contra o Código Civil e os direitos constitucionais, já que estes garantem que qualquer ato ilícito que cause dano deva gerar indenização. Como as escolas são prestadoras de serviços elas devem se responsabilizar pelo o que acontece em suas dependências, dessa forma o bullying não levado em consideração pela Instituição de Ensino fere o Direito do Consumidor.
O bullying pode acontecer de forma direta (agressões físicas, ameaças, xingamentos, espalhar boatos, apelidos ofensivos, materiais roubados) ou indireta (caretas, isolar a vítima, exclusão), sendo constante, inclusive, nas redes sociais da internet (clique aqui para saber como agir em crimes virtuais). As conseqüências negativas do bullying são devastadoras e podem afetar diretamente o desempenho emocional e intelectual tanto da vítima quanto do agressor e dos alunos não envolvidos no caso. A escola tem obrigação não só de punir esses tipos de ocorrência, mas também de prevenir. A vítima deve ter o direito de denunciar o bullying sofrido sem o receio de possíveis vinganças.

O bullying também pode acontecer em ambientes universitários e de trabalho. Qualquer que seja o lugar e a ocasião, ele deve ser erradicado e devidamente denunciado.



Como identificar

As vítimas costumam ser tratadas com apelidos depreciativos, ter seus materiais roubados ou estragados e apresentar machucados. Comumente elas são excluídas durante o intervalo, revelam baixa auto-estima, ficam retraídas ou agressivas, não têm um “melhor amigo”, procuram a companhia de adultos, não levam colegas para visitas em casa, não são convidadas para festas, perdem o apetite, apresentam sono agitado, mudam de hábitos e de caminho para chegar ao colégio, pedem mais dinheiro aos pais, desinteressam-se pela escola e ficam deprimidas.
Os agressores costumam apresentar um maior grau de violência do que os outros alunos. Apresentam maior impulsividade e confiança; normalmente são mais fortes (especialmente no caso de meninos) e populares que o resto do grupo.  Há também o agressor secundário, que segue o principal agressor. O fato de a maioria dos alunos se omitir quando um colega é ofendido também é uma forma de violência, já que permite que a vítima seja cada vez mais agredida enquanto o agressor segue impune.

Como lidar com o Bullying

Em casos graves e de irresponsabilidade da Escola deve-se fazer uma denúncia em Delegacia de Polícia, exigindo a realização de um Boletim de Ocorrência e levando o maior número de provas possível (cartas, bilhetes, desenhos, e-mails, vídeos de celular, fotos, testemunho de pessoas presentes na agressão e etc). Em caso de agressão física é necessário também um Exame de Corpo de Delito; também é essencial não limpar os ferimentos nem trocar de roupas, já que tais elementos constituem provas da agressão.
A erradicação do bullying deve contar com os esforços conjuntos da escola, dos órgãos de ensino e dos pais. A conscientização deve acontecer na esfera individual, de toda sala e de toda escola. Quando ocorre o ato de violência a criança ou adolescente agredido deve manter a calma, parecer o mais confiante possível, dizer ao agressor para que pare com as agressões, sair da situação o quanto antes e rapidamente contar a um responsável pelos alunos sobre a ofensa.
Ao denunciar o bullying deve-se deixar claro o que aconteceu, com que freqüência ocorre, quais são os envolvidos, quais são as testemunhas e em qual lugar ocorreu. Os pais e profissionais da educação devem desencorajar fortemente as reações agressivas que as vítimas possam vir a ter. Professores e outros funcionários envolvidos com os alunos têm a obrigação de interferir em casos de hostilidade entre os estudantes, caso isso não aconteça deve-se fazer uma denúncia contra a Escola e o profissional negligente, além da possibilidade de recorrer ao PROCON na busca dos Direitos do Consumidor.
A vítima deve denunciar o acontecido, seja a violência sutil ou evidente. É importante salientar que a prevenção ao bullying é tão importante quanto a punição; somente ela permite que o aluno se sinta seguro e que a educação e as relações fraternais evoluam. Os pais devem conversar com os seus filhos e procurar descobrir discretamente se algo está acontecendo. Caso esteja, deve-se procurar imediatamente a diretoria da escola e os professores do aluno para que conjuntamente a violência seja erradicada. Os profissionais da educação devem ficar atentos aos sinais de ofensa, mesmo que estes sejam praticamente imperceptíveis aos olhos de um adulto.
A conscientização acerca do que é o bullying e de suas graves conseqüências é essencial para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e fraterna. Os estudantes devem discutir cotidianamente a diferença entre brincadeira e ofensa. O trabalho contra o bullying é diário e deve envolver desde os alunos até os pais, professores e órgãos de ensino.

Em casos de trauma e abalo emocional a busca de ajuda psicológica é tão importante quanto a busca por justiça e erradicação da violência. A vítima não deve culpar a si mesmo ou deixar de se valorizar. O incentivo para a melhora de seu desenvolvimento intelectual e emocional deve ser constante.Clique aqui para se informar sobre tratamento psicológico gratuito ou de baixo custo.



Se nenhuma dessas resoluções gerarem efeito procure o Conselho Tutelar mais próximo. Clique aqui para encontrar alguns endereçoes e telefones dos Conselhos Tutelares da Grande São Paulo.
 

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